Os pilares da libertação

As bases para a verdade, liberdade e iluminação

As almas humanas terrenas podem almejar a libertação da roda de Samsara aqui mesmo, enquanto encarnadas, o que é mais difícil, ou por ocasião do desenlace, situação mais propícia para tal.

Para se liberar, durante a jornada terrena, o ser deve se desprender da ilusão do ego, compreender que a expressão é, e sempre será, dual. Entender tanto o propósito do bem, quanto o do mal no processo da forja dos palcos evolutivos das centelhas divinas. Desprender-se da ilusão do ego significa entender que todas as almas são fruto de uma mesma Fonte Primordial, numa dança ininterrupta, rumo à expansão consciencial. O indivíduo tem que saber quem é e qual foi sua jornada própria mas, ao mesmo tempo, ter ciência de sua coletividade, sua ligação monádica e além, como um Uno universal. Deve alijar-se de seus desejos pessoais, que o ligam ao ego, e tornar-se um canal para a expressão da Fonte, a fim de, em éons futuros, tornar-se parte da gênese, como futura Potestade criadora, semelhante a própria Fonte que o originou. A liberação do ego está muitíssimamente melhor explicada no texto 'A Ilusão do Ego', nessa mesma seção.

Por ocasião do desenlace é perfeitamente possível se desvencilhar da roda de Samsara, para aqueles que não angariaram Karma negativo excessivo durante suas jornadas terrenas; para isso, devem ser observados alguns pilares essenciais.

Em primeiro lugar, o indivíduo deve estar ciente que ocorreu o desenlace e que não mais está vinculado ao corpo físico. Concomitantemente, precisa manter a calma e sobriedade e interpretar a ocasião como fato comum, o qual já vivenciou inúmeras vezes.

Desprenda-se emocionalmente de todos os problemas e pendências terrenas e daqueles os que deixou, mesmo os mais próximos pois, do contrário, poderá automaticamente ser atraído para as suas realidades, vinculadas ainda ao Samsara. Isso não siginifica esquecer seus entes queridos, mas liberar-se, por instantes, de possíveis dramas existencias, que seriam impeditivos à ascensão própria. Futuramente, e já liberto, as possibilidades serão inúmeras, de se contatar seus amados em suas matrizes.

Só então rejeite, por completo, o túnel de luz, o redemoinho magnético de reciclagem de almas que aparece para todos os recém desencarnados, cooptando-os para o mundo de ilusão e para os ciclos reencarnatórios intermináveis que, a despeito de sua relativa utilidade evolutiva, em certa etapa, não é, nem de perto, uma regra obrigatória para a elevação da alma. Rejeite a sugestão de qualquer um que lhe apareça no momento, "anjos", "guias" ou mesmo parentes próximos para que o faça. Quem não adentra o túnel de luz, torna-se liberto desses ciclos da carne e tem muito mais oportunidades de aprendizado, tornando-se ciente de verdades que sempre estarão ocultas pelas forças negativas atuantes no plano grosseiro da matéria física tridimensional.

Vale ressaltar que, ao rejeitar o túnel de luz, o indivíduo não se torna um ser liberto instantaneamente, pois ainda estará preso a um limbo (referido pelos católicos como purgatório), região essa cercada por uma grade magnética que atualmente apresenta falhas e brechas. Só após sair desse local, a alma realmente estará livre da atual matriz.

Explicações mais detalhadas encontram-se nos textos "Reencarnação/Reenganação" e "A Armadilha do Túnel", nessa mesma seção.

Informem-se e usem suas Sagradas Intuições.

Sinceros desejos de ascensão.

Conscendo Sodalitas