Gnose Espiritual - Introdução

Além da Matrix

A matrix atual, na qual fomos introduzidos, compreende tudo o que se entende pela 'realidade do meio', quer tenhamos ciência dela ou não. Além dessa realidade temporária há algo mais sutil, que pertence à nossa essência existencial imortal, nossa alma, nosso espírito, e que a transcende todas as infinitas e entremeadas matrizes, através de inimagináveis dimensões, até a Fonte.

Tentaremos abordar temas que são imutáveis e que fazer parte de nosso âmago, em qualquer universo a que pertençamos e que aglutinam valores imutáveis e essenciais ao objetivo que todos desejam alcançar.

É necessário que o frater da Conscendo saiba que tudo o que percebemos durante nossa existência é maia, ou seja, ilusão, como aludiu, em tempos idos, o Mestre Gautama. A única coisa genuína e verdadeiramente real em tudo isso é a nossa consciência e as consciências interligadas nesse drama virtual.

Mesmo quando morremos fisicamente, o nosso foco consciencial é transferido para outra dimensão, a astral, que não passa de outra realidade criada pelos mesmos idealizadores da matrix física. O mesmo acontece quando migramos da vida astral para a mental e assim por diante.

O que é curioso é que quem criou nossa matrix e a que muitos chamam de deus, ou deuses, não são necessariamente afeitos ao bem e, por vezes, na nossa jornada infinita de aprendizado, nos veremos aprisionados em matrizes elaboradas por seres negativos.

Um exemplo de direcionamento negativo em nossa própria matrix pode ser analizada: para as religiões ocidentais, o escopo existencial é atingir o céu, onde todas as almas ficariam eternamente em contemplação e descanso; não é muito diferente na concepção oriental, onde os adeptos procuram alcançar o nirvana, onde se postariam não muito diferentemente dos ocidentais.

Reforçamos, não existimos simplesmente para, depois de uma longa jornada, folgarmos ociosamente em qualquer plano de sabedoria e contemplação infinitas, isso não condiz com o propósito cósmico. Nosso aprendizado e evolução requer assimilação no antagonismo contínuo, uma vez que toda a criação é binária em essência. Nossa matrix nos engana nesse ponto; evoluir é escolher o caminho correto por si próprio, usando a sagrada intuição, mesmo que isso signifique transcender a sua própria matrix.

O desígnio que move a existência é a necessidade de expansão consciencial, na procura interminável pela Fonte que nos originou, transcendendo as infinitas matrizes de universos virtuais, as verdadeiras dimensões, que nos separam Dela.

Conscendo Sodalitas