Matrix Terrena

Nosso universo, uma criação mental ilusória

Tudo que existe no nosso universo, detectável aos nossos sentidos, e que julgamos reais, concretos, não passa de uma matrix, fundamentalmente binária, criada por um conjunto de indivíduos pensantes, os quais diversas religiões definem como Deus.

Exemplificando, em um contexto microcósmico, quando o ser humano deseja conceber um automóvel, ele primeiramente o cria em sua mente, depois passa o design e todas as minúcias para a prancheta produzindo, logo após, peça por peça, a serem agrupadas para se obter o resultado final, ou seja, o carro completo. O carro, na realidade é a expressão mental de seu criador, transferida para a sua realidade.

O mesmo acontece com tudo em nossa realidade dimensional. Tomando uma árvore como modelo, ela também foi pensada primeiramente por uma mente criadora e, similarmente ao automóvel, transferida para a nossa realidade dimensional. A árvore citada nada mais é do que uma máquina criada, com algumas diferenças pois, além de ser mais complexa do que o carro, possui o atributo da auto-replicação e é animada por uma essência espiritual, em fase primária de desenvolvimento.

Os cientistas atuais atribuem "ao acaso e à evolução natural" a formação de toda a vida na Terra, inclusive a inteligente. Ora, caros fratres, o acaso nunca conseguiria dar origem a uma árvore, muito menos a um ser humano. Seria mais simples pensar que o acaso daria origem ao mesmo automóvel, uma estrutura bem mais simples, se déssemos bastante tempo para isso. Nem em trilhões de anos isso aconteceria.

Os mesmos cientistas podem ainda retrucar que a natureza, isto é, o acaso, gera primeiro estrutura simples como as células, para depois proporcionar o ensejo de elas se unirem, aleatoriamente, para darem origem à estruturas mais complexas. Em primeiro lugar uma célula, por si só, é uma estrutura complexíssima, ela própria, mais complicada que o mais avançado dos automóveis. E depois, esperar que ela se una aos seus pares, para depois, acidentalmente, formar uma estrutura mais intrincada ainda como uma árvore ou um animal, sem que haja uma inteligência pensante por trás de tudo isso, é um absurdo. Seria o mesmo que pensar que pudessem surgir porcas e parafusos expontaneamente e as demais peças no nosso automóvel e que elas, com o tempo, se agrupariam, por acidente, cada uma em seu devido lugar, formando o todo da máquina, um contrassenso.

Numa determinada matrix, as civilizações surgem, evoluem, morrem, evoluem e morrem indefinidamente, até a situação em que aprendem a suplantar as adversidades, causadoras dos seus repetidos fracassos. Nesse momento, avançam tanto científicamente, ao ponto de criar universos virtuais em seus computadores e, posteriormente, em suas próprias mentes, isto é, matrizes secundárias dentro de uma matrix primária, atuando temporariamente ou tranferindo-se, espiritualmente, para qualquer um desses universos, mas mantendo a capacidade de retornar a sua matrix original.

A evolução também confere, às culturas mais avançadas, a capacidade de suplantarem a sua realidade, de se libertarem, de tornarem cientes nas existências superiores, dos deuses criadores e mesmo das realidades acima destes.

O universo é formado por matrizes infinitas, paralelamente alinhadas, ou contidas em matrizes primordiais; atreveríamos a dizer que essas diversas matrizes são as mesmas incontáveis dimensões a que habitualmente nos referimos. Nós, nesse momento, estamos consciencialmente fixados em uma matrix específica, criada por seres de adiantamento científico superior. Mesmo esses seres, tem sua consciência focada em uma outra matrix, criada por entidades superiores a eles próprios e assim por diante, indefinidamente.

Esses seres criaram as leis físicas que regem nossa pseudo-realidade e tudo o que percebemos, tudo, inclusive nossos corpos e o "infinito" cósmico. Nesse cenário quase tudo é fictício, exceto os espíritos que animam a criação, aprisionados nessa realidade forjada.

Como as matrizes se sucedem em uma sequência sem fim, impossível se torna chegar à Fonte, à Matriz primeva, a qual habita o Criador absoluto de tudo. ELe existe como um conceito abstrato: a Fonte situada, paradoxalmente, no fim de uma linha infinita.